Quem escreve constrói um castelo;
E quem lê passa a Habitá-lo...

8 de dezembro de 2025

A TRÊS PASSOS DO FIM...


SAUDADE...
Chega sem bater, se esparrama no peito e faz a gente revisitar memórias que já tão pedindo pra dormir.

TRISTEZA...
Ah, essa se ajeita num canto como quem quer conversa e às vezes a gente escuta, porque dói, mas também ensina.

CONFUSÃO...
Essa dança sem ritmo dentro da gente, bagunçando gavetas que a gente nem sabia que ainda existiam.

Mas no meio de tudo isso, eu me descubro.
Descubro que meu coração tem chão firme, mesmo cambaleando.
Que minhas lágrimas não são fraqueza: são limpeza.
Que sentir demais não me diminui: me humaniza.

Hoje eu me abraço com calma.
Eu recolho meus pedaços com carinho.
Eu me lembro que não nasci pra mendigar afeto, nem pra caber em espaços apertados demais pro tamanho do meu amor.

Eu sigo, um passo de cada vez, um respiro de cada vez, sabendo que o que é meu de verdade não me confunde, não me machuca, não me diminui.
O que é meu de verdade me acolhe. Me respeita. Me honra.

E enquanto o mundo me ajeita de novo, eu me permito sentir.
Sentir saudade, sentir dor, sentir o peso de tudo.
Mas também sentir esperança.
Porque o coração da gente, mesmo cansado, sempre sabe reencontrar o caminho da própria luz.

Eu sigo.
Com fé, mesmo teimosa.
Com amor próprio crescendo feito planta que acha um raio de sol.
E com a certeza de que dias bons também retornam do jeitinho que a gente merece.