"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas
palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo
logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre."
"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o
que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo,
não sei me entregar à desorientação."
"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado:
pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões
é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei
que amar é fácil."
"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer,
sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento
em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se
transforma lentamente no que eu digo."
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem
nome."
(Clarice Lispector)
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