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"Não podemos compreender nada se o mais raso que
estivermos dentro daquilo, não seja no fundo. Qualquer coisa que avistamos
incluir em nossa vida é para ser profundo, a ponto de que ali possamos
mergulhar. Não acredito em nada diferente disso, e é por isso que não desvio,
mas seguro o olhar.
Ele não entende e a resposta vem errada. A resposta não vem. Mesmo com todos os
sinais e simpatias, mesmo com tantas coincidências premeditadas. Será que não
pensa sobre as possibilidades e em alguma realidade me imaginar na sua vida?
Será que deixaria eu colocar na sua estante uma fotografia do que seria se eu e
ele fomos nós? Será que atenderia o telefone de madrugada? Será que pensaria em
amar alguém tão apaixonada? Será que se doaria para alguém que não tem quase nada?
Será que apostaria um futuro por alguém que acabou de esbarrar? Será que o
sorriso que tem já é de alguém ou de outro lugar?
Quando entenderá que quero estar dentro, difusa com sua vida e seu sonhar?
Quando entenderá que agora ele não é só alguém que encontrei nestas idas e
vindas e não é só uma história para um dia lembrar? Quando notará que meu
desejo não é só para agora, que só quero ir lá fora se vier me acompanhar?
Quando entenderá que não é um estranho, um conhecido, um amigo que só encontro
se a coincidência deixar? Quando estará comigo além de um breve olhar? Quando
seu corpo se perderá com o meu? Quando eu vou poder entrar na sua rotina?
Quando vou deixar das indiretas para te acordar? Quando vou poder mergulhar, ir
no fundo, no teu mais que mais profundo e nunca mais voltar?"
Cáh Morandi
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