Quem escreve constrói um castelo;
E quem lê passa a Habitá-lo...

13 de janeiro de 2012


- Garçom, mais uma dose, por favor.

Hoje resolvi sopra a poeira da mesa e do cérebro. Eu quero é álcool pra encher o copo, não quero saber se é vinho ou cachaça. Quero muitas doses misturadas...



Quando a noite finda, já não resta mais nada, a alma estava lavada. E em meio às palavras misturadas, contam-se os segredos, afloram-se os desejos, e se escondem os medos. Tudo que não se teria coragem de fazer em estado de plena consciência.

E no dia seguinte, ainda embriagada, ficam as risadas do que não se saber ter feito.





- Posso me sentar aqui? – perguntou ele, já puxando a cadeira e fazendo com que ela sentisse o cheiro de hálito fresco que saía de sua boca bonita.
- Mas não precisa ficar tão perto... – gaguejou ela, um tanto quanto constrangida, tirando-lhe um quê de contentamento com todo aquele embaraço...
- Desculpe...- ele sorriu, deixando transparecer a covinha em seu rosto másculo.

Ela retribuiu o sorriso. Ele continuou no mesmo lugar e...

- Qual o seu nome?

Script, frases de efeito, bebidas na mesa, (ah, ela não bebia nada alcoólico!), elogios, toque nas mãos (de vez em quando!), olhos nos olhos, promessas nos olhos, nas palavras! E ela ali, extasiada, inebriada, indefesa com tanto carinho, tanto respeito, tanta sorte em encontrá-lo!

Mãos nos cabelos, carinho no rosto, carícia na nuca, olhos fechados, boca na boca! Beijo longo, devagar, saboreado! Mais abraços, mais toques sutis, mais beijos, mais palavras! Ela realmente encontrara um príncipe encantado!

Algum tempo depois...

- Qual é mesmo o seu nome? – perguntou ele com o celular em mãos, pronto para anotar o número de seu telefone, mas já se despedindo e recolocando a cadeira ao lugar de outrora.

- Ma...Mas...É Maria Flor. Esse é o meu nome – acabou por repetir, ainda que sentindo um indigesto e apertado nó na garganta.

Como alguém poderia esquecer um nome desses em tão pouco tempo?

Mesmo assim, ela lhe passou o número. E até hoje aguarda a ligação de um príncipe encantado de covinhas no rosto e hálito fresco.

(...)

- Posso me sentar aqui? – perguntou ele, já puxando a cadeira e fazendo com que ela sentisse o cheiro de hálito fresco que saía de sua boca bonita.

Ela o olhou de cima a baixo, examinou cada parte do seu corpo, e, antes que a cadeira lhe caísse aos pés, puxou-a para perto de si, deixando-o indefenso quando sentiu o calor da proximidade daqueles seios lindos a roçar-lhe, de leve, o braço.

Visivelmente perturbado, disfarçou, tentou sorrir, mas as palavras não lhe saíam completas da boca. Tremia, suava, gaguejava, se desculpava, e ela ali, a olhá-lo como se nada do que dissesse a tocasse! Simplesmente não sabia como agir...

Bebidas à mesa, sorriso descontraído, palavras soltas, despretensiosas, e ela, aos poucos, trouxe-lhe um quê de fantasia de que ela poderia ser dele. Então ele continuava ali, mesmo confuso, atordoado com a energia daquela mulher que não se permitia ser a caça da noite.

- Qual é o seu...?

Foi quando o silenciou com um beijo ardente, insaciável, longo, desejado, desesperado, devorado! Promessas nos toques, nos sussurros, nos olhos, nos poros, na carne! Mais beijos, mais sorrisos, mais toques, mais desejo, mais carícias, mais cheiro, cheiro de mulher!

Ele continuava ali, extasiado, inebriado, indefeso, com tanta desenvoltura, tantos sorrisos leves, tanta vida, tantas promessas de prazer eterno, tanto prazer por prazer! Ele realmente encontrara a mulher da sua vida!

E ela sabia que ele a procuraria todos os dias, todas as noites, todas as horas, em todos os cheiros, em todas as mulheres. Ela sabia que, mesmo sem dizer-lhe o nome, ficara impregnada na pele, na alma, no coração. Ela sabia que ele a esperaria. Mas sabia também que ela não mais se deixaria encontrar...




Eliane Azevedo

12 de janeiro de 2012




Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.








11 de janeiro de 2012




Não quero estar ao lado de alguém que morra de amores por
mim, e sim alguém que me ame e me aceite como eu sou, cheia de defeitos e imperfeições.






Deparei-me esses dias pensando em nós dois... Em como nos conhecemos em tudo que já vivemos e no que estamos vivendo agora. Como foram bons os momentos que já tivemos juntos, e o quanto esta sendo maravilhoso te conhecer ainda melhor.

Mas se tu me cativas nos teremos necessidade um do outro.
(O Pequeno Príncipe.)


Sentir falta...




De repente me bateu uma angústia, era meu orgulho besta, que batia na porta e informava que sentir falta não era o tipo de sentimento que eu deveria sentir. Teria de me orgulhar por não precisar de você pra nada, de não ser dependente de você em nenhum dos aspectos, de poder ir e vir sem ter de precisar de uma autorização. E aquilo me incomodou, e naquele exato momento pensei em desistir, ainda não era tarde, afinal eu podia sim, dizer a você que já não existia mais nós, ou melhor, que nunca existiu um “nós”. E por um momento estava decidida em dar um basta em tudo aquilo, em todo aquele encanto que estava vivendo, mais que com certeza iria acabar, afinal eu não iria viver o “Felizes para sempre”, por que esse “feliz” talvez não seja tão pra sempre quanto se pensa.


Livre por amor.




Tive medo quando você descobriu meus segredos, minhas fraquezas e meu medos. Me senti vulnerável, frágil, mesmo assim não eu não fugi... Seria ariscado demais pra mim, mais ficar também estava sendo arriscado.
Nunca quis estar presa em alguém, me sufoca a ideia de estar ali, como um passarinho numa gaiola que só sai se o dono esquecer a porta aberta.
Mas pra minha surpresa você veio, abriu a porta da gaiola e disse que eu estava livre e que só ficaria ali se eu quisesse ficar.


E eu quis...

10 de janeiro de 2012


E se eu disser que tenho medo... Medo de te perde, medo que você se vá, medo de não te ter mais em meus abraços. De repente deu medo...

Vai lá coração bobo, amar é o correr o risco de sofrer novamente.



E mesmo que outra boca te beije, que outra mão afague a sua pele, que te deem carinho, mesmo que você encontre outro amor...

Nenhum beijo será mais doce que o meu, nenhuma mão terá o toque mais suave que as minhas, nenhum carinho será mais agradável que os meus... e nenhum amor será maior e mais sincero do que o que eu tenho pra te oferecer.





Esse medo... Que tantas vezes veda meus lábios para que não possa te dizer o quão doce é o teu beijo.







5 de janeiro de 2012

Noite qualquer de verão.




Noite qualquer de verão, uma segunda feira sem graça com mais trabalho esperando na terça, mas naquela segunda o sofá não estava confortável, resolveu então sair, ver as ruas vazias da cidade, ver os bares fechados e pensar em como a rotina é um saco, como o ócio pode lhe fazer estagnar e assim perambulou pela cidade, sem rumo.

Já tarde pensando em voltar avista um bar, um bar charmoso, aparentemente tranquilo e surpreendentemente aberto. -“Que se dane, uma cerveja coroará minha noite!” Dentro do bar pediu uma cerveja qualquer e bebeu o primeiro copo com sede, lavando a alma até então cansada. Olhou em volta e viu uma morena sentada, uma dose de tequila e um pedaço de limão nas mãos, sozinha! -“Logo deve chegar alguém, não é possível que esteja sozinha”.  Mas não chegou! E a cada copo de cerveja olhava de novo para aquela morena que não lhe dava bola, viu que ela tomou apenas 2 doses da tequila, viu que agora ela bebia uísque, viu que tinha fios loiros em meio aos escuros no cabelo, viu que tinha pernas lindas em um shortinho mínimo (e fazia frio), viu que o álcool começava a lhe fazer observar outras coisas, imaginar outras coisas, mas se tinha um mal que lhe afligia este mal era a timidez. 

Surpreso mesmo ficou quando ela levantou, então pensou -“Mais uma vez perdi tempo, ela já vai e apenas esta loura vai me acompanhar”. Surpreso ficou quando ela rumou em direção diferente da porta embora já tivesse pagado a conta. Surpreso ficou quando aproximou-se dele -“Pode me dar uma carona?”. Gaguejou é verdade, a língua enrolou (efeito das cervejas, ou não) mas disse que sim no final, estava de moto, estava frio, ele havia bebido, mas ela queria carona, não era ele quem iria negar. Pagou a conta e perguntou pra onde ela iria, -“Vai seguindo” foi a resposta.

E seguiu, ela indicando o caminho e ele indo, já era madrugada e a noite ainda lhe reservava surpresas, ela indicou o caminho de um motel, bem simples por sinal mas que ele nunca tinha ido. Ele quis deixá-la na porta, sempre educado demais, mas ela tinha outros planos, chamou ele pra dentro como quem convida para um drink. Ele lhe perguntou o nome e ela só pediu pra ele ficar calado, que hoje era o dia de sorte dele, não estragasse com perguntas. Entrando no quarto, espelho de lado, cama grande e antes que ele pudesse observar o resto ela o surpreendeu de novo, o empurrou na cama e sem falar muito foi tirando sua bermuda, depois sua cueca e o chupou como ele nunca havia sido chupado, com gosto. Ele ainda atônito demais mas percebeu que agora era ela quem se despia e se mostrava ainda mais linda, não usava sutiã, mas usava uma calcinha provocante que tirou sem muitos rodeios e cavalgou ele durante um bom tempo, depois voltou a chupá-lo até que sem ter como resistir ele gozou, gozou como se estivessem lhe extraindo a alma, e lá ficou ainda sem reação... 

Adormeceu enquanto ela foi tomar banho e acordou com o dia claro, a conta paga e um número de telefone escrito em uma calcinha, mas ainda sem nome. Chegou atrasado no trabalho, mas nem o esporro do chefe lhe tirou o sorriso do rosto naquela terça feira qualquer de verão.

Continua...


By: Diogo Moreira

2 de janeiro de 2012

Feliz ano novo, de novo.



O ano novo já me trouxe vida nova uma vez.
Já me trouxe roupa nova, casa nova, cara nova.
O ano novo já me trouxe um susto e um trabalho novo.
Já me trouxe saudade, ressaca e amnésia.
O ano novo já me trouxe novos amigos, novos amores.
Já me trouxe medo e decepção.
O ano novo já me trouxe dúvidas, certezas e decisões.
Já me trouxe de tudo.

E para este novo ano novo meu único desejo é que ele me traga.
Que trague fundo e me sopre ao vento como uma fumaça densa.
Porque existem muito mais caminhos na vida do que os nossos pés podem tocar.
E qualquer desejo de ano novo vai parecer pequeno para o que nós merecemos.

Então vamos deixar as janelas abertas e esperar ventar.
Feliz ano novo, de novo.



By: Ana Terra







26 de dezembro de 2011

Acredita em anjo?


Hoje eu acordei mais cedo
E fiquei te olhando dormir
Imaginei algum suposto medo
Para que tão logo
Pudesse te cobrir
Tenho cuidado de você
Todo esse tempo
Você esta sob o meu abraço
E minha proteção
Tenho visto você errar e crescer
Amar e voar
Você sabe onde pousar
Ao acordar já terei partido
Ficarei de longe, escondido
Mas sempre perto decerto
Como se eu fosse humano, vivo
Vivendo pra te cuidar, te proteger
Sem você me ver
Sem saber quem sou
Se sou anjo
Ou se sou
Seu amor...



12 de dezembro de 2011

Liberdade




"Vive menina. Vive.
Porque o tempo cura, e traz pra vida da gente um motivo maior pra seguir. 
Acredite: O passado não tem volta, e nada dói pra sempre."

— Caio Fernando Abreu



Quem é tua dona?






Me esquenta com o vapor da boca e a fenda mela.
Imprensando minha coxa na coxa que é dela.
Dobra os joelhos e implora o meu líquido
Me quer, me quer, me quer, e quer ver o meu nervo rígido...

Ela é dessas mulheres pra comer com 10 talheres 
De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé
Roer, revirar, retorcer, lambuzar e deixar o seu corpo
tremendo, gemendo...

Ela tava demais o peito nu com 5 ou 6 colares
Me fez levitar em meio aos 7 mares e me pediu que lhe
batesse, lhe arrombasse, lhe chamasse de cafona,
marafona, bandidona...

Cinta-liga, perna dura, dorso quente, toda língua e me encoxou me apertou, meprovocou e perguntou:
Quem é tua dona?
Quem é tua dona?