Noite qualquer de verão, uma segunda feira sem graça com mais trabalho esperando na terça, mas naquela segunda o sofá não estava confortável, resolveu então sair, ver as ruas vazias da cidade, ver os bares fechados e pensar em como a rotina é um saco, como o ócio pode lhe fazer estagnar e assim perambulou pela cidade, sem rumo.
Já tarde pensando em voltar avista um bar, um bar charmoso, aparentemente tranquilo e surpreendentemente aberto. -“Que se dane, uma cerveja coroará minha noite!” Dentro do bar pediu uma cerveja qualquer e bebeu o primeiro copo com sede, lavando a alma até então cansada. Olhou em volta e viu uma morena sentada, uma dose de tequila e um pedaço de limão nas mãos, sozinha! -“Logo deve chegar alguém, não é possível que esteja sozinha”. Mas não chegou! E a cada copo de cerveja olhava de novo para aquela morena que não lhe dava bola, viu que ela tomou apenas 2 doses da tequila, viu que agora ela bebia uísque, viu que tinha fios loiros em meio aos escuros no cabelo, viu que tinha pernas lindas em um shortinho mínimo (e fazia frio), viu que o álcool começava a lhe fazer observar outras coisas, imaginar outras coisas, mas se tinha um mal que lhe afligia este mal era a timidez.
Surpreso mesmo ficou quando ela levantou, então pensou -“Mais uma vez perdi tempo, ela já vai e apenas esta loura vai me acompanhar”. Surpreso ficou quando ela rumou em direção diferente da porta embora já tivesse pagado a conta. Surpreso ficou quando aproximou-se dele -“Pode me dar uma carona?”. Gaguejou é verdade, a língua enrolou (efeito das cervejas, ou não) mas disse que sim no final, estava de moto, estava frio, ele havia bebido, mas ela queria carona, não era ele quem iria negar. Pagou a conta e perguntou pra onde ela iria, -“Vai seguindo” foi a resposta.
E seguiu, ela indicando o caminho e ele indo, já era madrugada e a noite ainda lhe reservava surpresas, ela indicou o caminho de um motel, bem simples por sinal mas que ele nunca tinha ido. Ele quis deixá-la na porta, sempre educado demais, mas ela tinha outros planos, chamou ele pra dentro como quem convida para um drink. Ele lhe perguntou o nome e ela só pediu pra ele ficar calado, que hoje era o dia de sorte dele, não estragasse com perguntas. Entrando no quarto, espelho de lado, cama grande e antes que ele pudesse observar o resto ela o surpreendeu de novo, o empurrou na cama e sem falar muito foi tirando sua bermuda, depois sua cueca e o chupou como ele nunca havia sido chupado, com gosto. Ele ainda atônito demais mas percebeu que agora era ela quem se despia e se mostrava ainda mais linda, não usava sutiã, mas usava uma calcinha provocante que tirou sem muitos rodeios e cavalgou ele durante um bom tempo, depois voltou a chupá-lo até que sem ter como resistir ele gozou, gozou como se estivessem lhe extraindo a alma, e lá ficou ainda sem reação...
Adormeceu enquanto ela foi tomar banho e acordou com o dia claro, a conta paga e um número de telefone escrito em uma calcinha, mas ainda sem nome. Chegou atrasado no trabalho, mas nem o esporro do chefe lhe tirou o sorriso do rosto naquela terça feira qualquer de verão.
Continua...
By: Diogo Moreira

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