De repente me bateu uma angústia,
era meu orgulho besta, que batia na porta e informava que sentir falta não era
o tipo de sentimento que eu deveria sentir. Teria de me orgulhar por não
precisar de você pra nada, de não ser dependente de você em nenhum dos
aspectos, de poder ir e vir sem ter de precisar de uma autorização. E aquilo me
incomodou, e naquele exato momento pensei em desistir, ainda não era tarde,
afinal eu podia sim, dizer a você que já não existia mais nós, ou melhor, que
nunca existiu um “nós”. E por um momento estava decidida em dar um basta em
tudo aquilo, em todo aquele encanto que estava vivendo, mais que com certeza
iria acabar, afinal eu não iria viver o “Felizes para sempre”, por que esse
“feliz” talvez não seja tão pra sempre quanto se pensa.

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