Quem escreve constrói um castelo;
E quem lê passa a Habitá-lo...

18 de maio de 2012

Motivos pelos quais devemos amá-los...




Em primeiro lugar, os homens devem ser amados por sua já dita simplicidade. É ela que está por trás daquela capacidade nata de nos irritar, quando estamos tagarelando sem parar a respeito de um problema que nos parece indissolúvel e eles surgem com seu pensamento linear e seu cheiro de masculinidade, nos apresentando uma solução tão óbvia, que nunca seria possível termos pensado nela. Nessa hora, nós devemos amá-los com alívio e um sorriso, por termos tal herói presente em nossas vidas e não começar a inventar agravantes só para piorar o problema de propósito e a resposta dele não servir.

Os homens também devem ser amados por não conseguirem nos entender. Porque, afinal de contas, nem a gente consegue, ora porras! Nossa equação formada por hormônios, emoções, desejos e nojos é tão complicada, que sentar no colo dos nossos queridos e ganhar um cafuné é o maior alívio do mundo. Por sermos tão complexas, não nos custa nada tentar.

Também devemos amá-los por sua beleza. Não há nada mais belo do que aqueles olhos de menino, por trás de um cenho franzido e uma barba por fazer. Observe a beleza de seus gestos desajeitados, da gargalhada sem amarras, do tesão constante e das preocupações tão sérias. Eles são lindos assim.

Devemos amar em silêncio. Não precisamos inventar o que dizer, quando não há. Eles irão entender. E irão preferir. Prefira você um carinho, um beijo. Um gesto de amor. Uma cerveja trazida da geladeira. Isso pode ser mais eficiente do que qualquer discurso interminável sobre a tampa da privada erguida.

Nós, como mulheres, devemos amá-los por nos proteger. Por mais que você não queira, ele se sente responsável por você. Eles devem ser amados enquanto levam horas para trocar uma lâmpada. Você o admira sentada no banquinho, dizendo que não sabe o que faria sem ele e pensando que faria o mesmo serviço em quinze minutos. Ame-os deixando que tentem consertar o encanamento, abrindo o vidro de palmito e te ligando de cinco em cinco minutos, para saber se você chegou bem em casa.

Devemos amá-los como eles são. E não pelo que poderão ser, depois que os mudarmos. Porque não devemos mudá-los. São maravilhosos do jeito que os conhecemos, ou não teríamos nos apaixonado. E se não são tão maravilhosos assim ou aceitamos, ou deixamos seu caminho livre. É assim que se ama uma pessoa.

E por fim, mas não menos importante: devemos amar o seu amor. Suas palavras erradas, seus gestos brutos, suas reações exageradas, e até seus desejos e vontades que não dizem respeito a nós mesmas. Não só porque é exatamente assim que agem as pessoas profundamente apaixonadas, mas porque é exatamente assim que nós mesmas somos.



Textos extratido do blog Memórias da Pedra do Sapato.



Nenhum comentário:

Postar um comentário